Junho 10, 2008

em um dos poucos fragmentos de seus escritos, r.a. diz que (tradução livre): “para subverter uma lei, é melhor intaurar outra do que negar aquela”. os comentadores insistem no fato de que a profundidade dessa passagem de a. é que a segunda lei nada tem a ver com a primeira. mas uma certa linha interpretativa mais ocidental (é preciso dizer), com todo o peso do conto “diante da lei” e uma considerável herança racionalista, acredita que a segunda ainda só faz qualquer sentido sob o olhar da primeira. alguns filósofos chamam essa astúcia de “olho de boi”, ao qual nada escapa. por outro lado, em um artigo ainda no prelo, c.v. diz que é um resto, ao qual se deve estar sempre atento (e somente a ele), que importa no ensino, não sendo nunca uma totalidade – categoria que, desde o começo, leva ao fracasso da compreensão.